Noite

Sentada a beira de um lago, com os pés unidos a água morna
Enquanto os pensamentos que, além de serem rápidos como ventos
Parecem estar ainda mais distantes
Do que qualquer estrela.

Por mais que ame a noite
Sinto como se esta estivesse sem vida, sem cor
Como se por um instante
O céu tivesse perdido seu esplendor.

A lua permanece escondida por trás das nuvens
E subitamente o mesmo ocorre com as estrelas
Que a essa altura
Já me fazem falta.

Sinto como se o que visse fosse uma injustiça
Porque por maior que seja a cobiça
A vontade eminente de brilhar
As nuvens parecem não sentir remorso ao ocultar.

Por uma fração de segundo, me sinto semelhante as estrelas e ao luar
Por mais que queira ser a luz
Em meio a um céu brilhante, esperançoso e radiante
As nuvens estão sempre a me cercar.

Elas me sufocam, tomam minha luz
Impedem-me de ser
De ver
E de ser vista.
-Laura Zw.

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