Tempestade


Eu sentia e via tudo desabando
Mas nunca admitia
Que o fim estava chegando.

Por mais que eu visse as nuvens escurecerem
A chuva cair com mais intensidade
Negava que viria qualquer tempestade.

Havia também aqueles dias
Onde ela chegava sem avisar
E mesmo me derrubando, insistia em de novo levantar.

O que eu menos esperava
É que anunciando ou não sua vinda
Do mesmo modo, ela chegava.

A diferença é o susto
O medo
E o pavor.

Pois vindo sem aviso
Destruindo sem piedade
Nem a maior barreira, irá amenizar a intensidade.

A época da que sinto saudade
É quando a chuva vinha com vontade
Mas eu era protegida, pela lealdade.

Naquela noite acordei assistindo a tempestade
E até agora o barulho dos trovões
Me assombram com a insanidade.

Hoje palavras são vindas como a brisa
E demonstradas como raios
Contradizendo a calmaria, mostrando a verdade.

Antes o que me diziam era tão certo
Quanto dizer que a chuva cai
E hoje é tão banal, quanto tentar prever todo e qualquer temporal.
-Laura Zw.


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